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A quaresma: Uma oportunidade para refletir e aprofundar sobre nossas ações PDF Imprimir E-mail
Por Arlindo de Oliveira   
07 de febrero de 2008
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Afiche de la Campaña de la Fraternidad. Un momento de reflexión sobre aspectos espirituales, sociales, culturales, politicos y economicos promovido pela comunidad catolica en Brasil
A quaresma: Uma oportunidade para refletir e aprofundar sobre nossas ações para a construção de um mundo com justiça e solidariedade.


Após as atividades do carnaval, que tanto nos anima com as diferentes manifestações culturais em diferentes países, entramos em outros tempos de reflexão e apropriação de nosso EU com nossas convicções e ações.

  A quaresma é uma oportunidade para o pensar e para radicalizar nossas ações. Uma importante reflexão sobre ela nos é apresenta pelo teólogo e professor Antonio Lopez Villata:

 “São vários os fundamentos para que o tempo da quaresma fosse para a Igreja um período de quarenta dias. Baseasse sem duvidas, no exemplo, não somente dos grandes profetas do antigo povo israelita, ou seja, Moisés y Elías, mas também e sobre tudo de Jesus Cristo, que antes de começar sua missão pública se retira ao deserto durante quarenta dias”.

'É no deserto que Moisés tem o encontro com Deus. Este encontro muda radicalmente o sentido e a missão de sua vida: de um pastor de ovelhas, ele se converte em um grande profeta e libertador dos judeus. Mas ainda, é nos quarenta anos de peregrinação pelo deserto que o povo da Judéia, liberado da escravidão no Egito, recebe a lei de Deus por intermédio de Moisés...'

“Foi durante quarenta dias que Elías peregrinou pelo deserto ate chegar ao monte Sinaí e onde (Elías) recebeu a consoladora revelação que, em meio dos trabalhos e as vicissitudes dolorosas da vida, Deus é terno e suave alivio para a mente e o coração...”

“Fue nos quarenta dias no deserto e através da austeridade do jejum que Jesús foi confirmado por seu Pai para a sua missão de salvar e de proclamar o Reino de Deus...”,

A quaresma tem uma característica cristã muito forte, más muitas religiões tem manifestações similares a este momento de reclusão pessoal e também coletiva. Os muçulmanos, por exemplo, comungam de está expressão de fé através da celebração do Ramadán, que consiste em um mês de oração e de jejum, além dos outros rituais estabelecidos pela religião. Entre alguns Hindus, talvez de forma diferente, mas com a mesma intenção: um tempo teu com sua espiritualidade e a revisão de vida, através do yoga que por meio dos exercícios físicos e respiratórios e a meditação se busca a libertação.

Engana-se, portanto, quem não reconhece nestes tempos de comoção uma grande oportunidade para profundizar sobre suas ações pessoais e coletivas.

Portanto, havíamos que aproveitar desta oportunidade. Não para propagar valores conservadores que não contribuem em nada para a salvação da humanidade dos desatinos que ela mesma propaga que tem como conseqüência o distanciamento, a cada dia mais intenso, do projeto de Jesus Cristo. Ainda que, se faz necessário sermos conservadores na pratica dos valores de solidariedade e de todos os outros que promova uma libertação real da sociedade e que contraponha os antivalores tão fortemente arraigados em nosso cotidiano, frutos da forma sócio-económica que estamos organizados (machismo, autoritarismo, consumismo, o hedonismo, a falta de respeito com o outro em suas más diferentes facetas…) e das contradições do próprio homem/mulher.

O tempo da quaresma deveria ser desfrutado pela gente militantes, jovem em ação, como um espaço para profundizar sobre nossas ações pessoais ou coletivas. Refletindo desde o Eu na ação com outros jovens trabalhadores até o conjunto do movimento JOC e  Operário /Social.

O Que estou fazendo para mudar a realidade no meu cotidiano?

Quais atitudes nós estamos tomando?

Como estou convertendo-me, como diria Cardjn “em um verdadeiro apostolo de Cristo Trabalhador”?

Que estou fazendo para ser uma referencia de vida e ação com outros jovens trabalhadores?

Em que o conjunto do movimento JOC está conseguindo avançar para que os jovens trabalhadores descubram o sentido mais profundo de suas vidas? Qual meu assumir destas ações?

Que temos que fazer para que os/as jovens trabalhadores - que estão sendo bombardeados a todo instante pela ótica neoliberal y alienados seguem está proposta - adquiram poder para transformar sua realidade?

 ¿Que fazer para que o movimento social/operário seja o grande motor da revolução de valores e solidariedade?

A quaresma é tempo de reflexão estas são algumas perguntas para nos ajudar a seguir em frente. Todavia, para alem da reflexão muitos desafios são postos em marcha:

·  Fazer da conversão: uma luta constante para transformar a si mesmo e a cada jovem trabalhador o trabalhadora, que eles/elas sejam pilares na construção de poder e para sair de sua visão individualista e hedonista para uma visão libertadora e construtora de sonhos e utopias

· Construir a solidariedade: não através da esmola y da assistência fácil más da organização dos povos e  em especial da juventude trabalhadora, conscientes que somente ela (a organização) é capaz de garantir a este mesmo povo direitos duradouros e quem sabe permanentes que nos permita viver com dignidade

· Fazer do jejum, não somente o jejum de alimento, más o de desprender-se daquilo que mais a ti importa e que ao desprender-se realmente estará contribuindo ao próximo e a sociedade em geral, e em especial ao conjunto dos jovens trabalhadores. Fazer, portanto do jejum um verdadeiro compromisso com as causas do povo e uma atitude permanente de solidariedade com o próximo.

Avançar nestes desafios é também motivar-se para a comemoração da morte e da ressurreição Cristo. Conseqüentemente com mais animo para a continuidade das nossas ações. Transformando a realidade que nos impõem um estado sem direitos, em especial para a juventude, para um estado de avances sociais, espirituais e humanos.

Em tempos de Conselho mundial da JOC toda reflexão sobre as ações militantes, em todas suas dimensiones, é uma importante contribuição para o fortalecimento do movimento JOC e de uma nova sociedade e, portanto, uma contribuição com o projeto libertador de Jesus Cristo Operário. Caminhemos em reflexão para Juntos em Ação conseguir estes objetivos.

¡Aproveitemos está oportunidade!

Arlindo de Oliveira - É membro da equipe internacional da JOC, representante desde o continente Americano.
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